19 de janeiro de 2017

Degustação do Confesso: presentes de Natal

Eis que finalmente terminei de beber (e escrever sobre) os meus presentes de Natal, gentilmente escolhidos por minha esposa. Ela foi na Sublime Cervejas e foi atendida pelo Rodrigo, que gentilmente deu dicas e informações sobre cada um dos rótulos. São eles: Gralha Azul (da paranaense Cervejaria Ararucaia, Hazy (da carioca Overhopy) e a anti cerveja Bizarro (colaborativa das brasileiras Morada Etílica e 2Cabeças com a alemã Freigeist).
A Hazy é um rótulo da premiada cervejaria carioca Overhop, do estilo New England IPA (a nova febre dos artesanais). Essa cerveja foi Medalha de Ouro no Mondial de La Bière de 2016, tem 6,5% ABV e 50 IBU. Sua aparência é amarelo intenso, lembrando suco de cajá, com uma turbidez oriunda da fermentação da levedura Conan e uma espuma branca de media duração. Perceptível ao fundo tanto os sedimentos da levedura quanto do lúpulo no fundo do copo. O aroma possui notas frutadas e um leve caramelo. O sabor com intensas notas herbais acompanha o amargor, ofuscando as notas frutadas do aroma. Final curto, seca, equilibrada, boa drinkability. E a lata é irada!
Já a Gralha Azul é da Cervejaria Ararucaia, de Maringá/PR. Esse rótulo é uma das novidades encontradas na Sublime Cervejas. Uma ESB (Extra Special Bitter) com 6% de teor, que foi medalha de bronze no Festival Brasileiro de 2015. Sua aparência é castanho com tons de rubi, límpida, acompanhado de uma espuma volumosa de boa duração. O aroma remete a pinhão e madeira, além de um floral leve. O sabor acompanha o aroma, além de um leve amargor de acordo com o estilo. Final médio, essa cerveja é bem equilibrada.
Para falar da cerveja Bizarro, colaborativa das cervejarias brasileiras Morada Etílica, 2Cabeças e a alemã Freigeist, é necessário inserir o contexto dessa breja: ela foi criada no dia 23/04/2016 para os 500 anos da Reinheitsgebot (Lei da pureza alemã), mas na verdade ela é o símbolo do dia da cerveja "impura"! Afinal, não tem malte de cevada, nem lúpulo e nem mesmo água. Para sua produção, utilizaram malte de arroz e de aveia. No lugar da água, foi usado chimarrão, água de coco e sidra de maçã. Para o lúpulo, a escolha foi zimbro, sementes de coentro e losna. E para a fermentação, adicionou-se um pouco de mel com a levedura French Saison e a selvagem Brettanomyces. O resultado é uma cerveja de 6,2% de aparência amarelo claro com uma espuma nada persistente, com o aroma puxado para a maçã e o coco, além das notas do zimbro. O sabor fica por conta da água de coco com o gaseificado da sidra. Final curto para essa anti cerveja!

0 papos de boteco: